domingo, 3 de agosto de 2025

JORNAL DE NISA: Não há festa como a nossa!

 

Era tempo de festa e o Jornal de Nisa associava-se a ela, com uma edição de 16 páginas, a primeira por sinal e com a capa totalmente a cores, além de muita informação, artigos sobre cultura, desporto, opinião e, claro, o destaque principal para a Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Tratava-se do nº 13 do JN com edição no dia 29 de Julho de 1998. 

Na página 2, um texto de Cruz Malpique "Fado tema... e teima em Portugal", artigo que iria "sobrar" para a edição seguinte. Imperativo legal, após seis meses de publicação, foi a inclusão do Estatuto Editorial. Na página 3, uma notícia saltava à vista: Bronca na Câmara de Nisa - Basso despromove Gabriela. Três notícias sobre a Etaproni: Recuperação de Instalações - Visita de sociólogo da Universidade de Salamanca e A Etaproni e o emprego, e a divulgação das festas populares de Falagueira e de Arez, estas sem celebrações religiosas, completavam esta página

A página 4 era dedicada à Opinião e Cultura, com texto de Anúplio Castelo Branco, "A tranca e o argueiro" criticando a falta de medidas de segurança e protecção rodoviárias. Neste local divulgámos as Exposições de António Maria Charrinho, na Biblioteca Municipal e a do Cameraman Metálico (António Melão) no edifício anexo à Pastelaria Jardim numa iniciativa da Inijovem, enquanto os Bombeiros Voluntários de Nisa promoviam o seu habitual (na altura) Convívio de Pesca Desportiva.

Notícias de Amieira, através da inexcedível colaboração de Jorge Pires, dava conta e alertava para a degradação da Praça Nun´Álvares, bem como do êxito da Grande Noite de Fados realizada na antiga escola e organizada pelo Clube de Pesca e Caça. Na mesma página 5, em Passos do Concelho, tratava-se de esgotos e sucatas, problemas locais que, geralmente, andam juntos.

A página 6 era preenchida com publicidade. A publicidade nos jornais (abro aqui um parêntesis) mesmo sendo indesejada e mal compreendida pelos leitores (nem todos, felizmente) representava, muitas vezes, a garantia e salvaguarda tanto de cada edição, como da manutenção de cada título. Ninguém pense que um jornal, por muito bom que seja, consegue "aguentar-se", ter dinheiro para pagar os custos de cada edição, materiais, jornalistas, impressão, expedição, etc., etc. apenas com o resultado das vendas de cada exemplar. Seria bom que assim fosse e explicaria quer o nosso desenvolvimento cultural, quer a apetência pela leitura que, como sabemos, deixa muito a desejar...

Avancemos. A Página da Saúde tentava sensibilizar para a Relação utentes /Centro de Saúde e noutro texto explicava "O que é ser Voluntário". As páginas centrais, 8 e 9, eram dedicadas à Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Uma ideia nascida quando a Região de Turismo de S. Mamede dava os primeiros passos, seguida durante anos pela generalidade dos municípios norte-alentejanos e depois subvertida ao gosto de cada protagonista autárquico, dois deles, vizinhos a copiarem-se um ao outro sobre a "febre festivaleira", os "artistas" da estranja importados, alguns a peso de ouro, os "espectáculos das multidões" para os drones filmarem e a comunicação social da corte difundir, enquanto o artesanato e as gastronomia foram sendo esquecidas do menu inicial, relegados para um plano de "faz de conta". 

Na página 11 a opinião de José Dinis Murta e de António Conixa e na página 15 a prioridade era dada ao Desporto. Noticiámos o Torneio de Futebol de 5 do GDR Alpalhoense. Participaram 16 equipas, sendo 10 de fora do concelho. Ainda em Alpalhão, o destaque para o Ciclo Cross ou BTT promovido pelo Grupo Ciclo Alpalhoense e que contou com inúmeros atletas de Alpalhão, Portalegre e Castelo Branco. Nesta secção, António Conixa assinava outro texto "A guerra pela taça". As páginas 10, 12 e 14 eram ocupadas com publicidade, a fazer jus às 16 páginas e à edição da capa a cores. Na última página do Jornal de Nisa, a rubrica "Do Alto do Talefe" brindava-nos com um texto bem humorado "À pedrada com um penico". O ti João Diogo, músico, era chamado para os Postais do Concelho como exemplo de persistência e de amor à música, a ser seguido pelas novas gerações.


OS GRANDES TEXTOS DO JORNAL DE NISA - A Romaria da Comenda *

AVISO À NAVEGAÇÃO!   Estes textos que iremos publicando, não são "GRANDES", no que respeita à extensão, nem serão os "MELHORE...