O dia
primeiro de Julho de 1998 viu chegar mais uma edição do Jornal de Nisa, a
décima segunda. Um número ainda com as 12
páginas a preto e branco e com temas variados. Na capa, saudava-se a reabertura
dos CTT após obras de remodelação. Um serviço público e fundamental para a
população do concelho, ainda longe dos tempos em que a net , os telemóveis e as
comunicações digitais haveriam de ocupar as “honras” da comunicação.
Na capa,
a referência ao Referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (aborto)
assunto de capital importância, a nível da saúde e da sociedade, mas cujos resultados
não tiveram expressão na participação dos cidadãos e eleitores. Triunfou o SIM,
num acto referendário em que a foi maior a abstenção, talvez por ser tempo de
férias, desmotivação face ao problema ou fraco envolvimento dos partidos.
Henrique
Fortunato “batia com a porta”, demitindo-se de presidente da Junta de Freguesia
de Alpalhão, cargo para o qual tinha sido eleito pelo PS nas eleições de
Dezembro de 1997. Justificou com razões pessoais, mas à demissão não deve ter
sido alheio o facto de o executivo ser de maioria relativa (PS, PSD e CDU).
Mais tarde, em entrevista ao Jornal de Nisa, confidenciava-nos que “gostava de
se dar bem com toda a gente e que o cargo só dava chatices e incompreensões”.
Na
capa, ainda, a notícia da criação da Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Nisa
e as habituais chamadas de atenção para as secções de cultura, desporto, pontá
bitéfes e outras.



